Centro Cultural gera desconforto a seus vizinhos

Abandono do patrimônio é motivo de reclamações

Situado na Rua Dr. Constantino Horta, bairro 4º Depósito, o imóvel que abrigou o antigo Centro Cultural do município, e que já serviu também como residência oficial dos engenheiros chefes da RFFSA, está no meio de uma verdadeira polêmica, envolvendo vizinhos e o Poder Público. Abandonado há mais de 20 anos, o imóvel está deteriorando sem nenhuma utilidade. No local não é difícil constatar a situação de desleixo com o patrimônio público, pois há muito mato, as janelas estão sem vidros, as portas estão arrombadas, o telhado do imóvel está bastante deteriorado podendo inclusive comprometer sua estrutura.

O Centro Cultural era um imóvel pertencente A antiga Empresa Ferroviária Central do Brasil, e com a dissolução desta, foi passado a também extinta Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima, empresa privada de capital aberto, tendo como maior acionista a União. Durante a privatização, boa parte dos imóveis pertencentes à RFFSA foram repassados para as Prefeituras, MRS Logística e outras instituições durante a década de 90.

Na última semana o senhor Neimar Ribeiro de Souza, morador da Rua São Domingos, cujo imóvel faz divisa com o antigo Centro Cultural, entrou em contato com nossa reportagem, pois a situação está insustentável.

“O abandono do imóvel tem provocado a incidência de pernilongos, o mato está invadindo a minha casa. Na minha janela da copa, que dá para a área do Centro Cultural, o mato já está maior que a janela. Isso está me incomodando muito. Ninguém aparece para fazer uma capina. Já reclamei na Prefeitura e eles me disseram que o imóvel é da MRS ou da Rede. Eles já invadiram aqui uma vez devido reclamações de vizinhos e limparam, agora volto a reclamar. Espero que alguém tome alguma providência”, afirmou Neimar.

A expectativa no momento é que Poder Público vá até o local e dê uma solução para essa situação, já que tem poder para isso, levando-se em conta inclusive o risco de dengue que o imóvel abandonado causa à vizinhança.

Fotos: Gilberto Freire