Coordenação da Copa Cultura reconhece publicamente mais um fundador

Com centenas de torcedores no Estádio José Ferreira Gomes no domingo, dia 12, a Coordenação da Copa Cultura reconheceu publicamente o ex-radialista Gilberto Freire Filho como um dos fundadores da competição. Depois de 31 anos do início do torneio, o presidente Renan Augusto Pedrosa fez justiça ao dar luz há uma história esquecida.

Tudo começou depois de uma fraude ocorrida no financeiro da emissora em 1986, e a criação da competição foi vista pelos proprietários da época; Gilberto Freire, Erich Gade e Roberto Rian como uma oportunidade da sanar as finanças da empresa. Ele trouxeram então o modelo de competição de várzea que ainda hoje está em pleno funcionamento na cidade mineira de Caratinga. Buscando capitalizar rapidamente a Rádio Cultura na época, foi criada a Copa Cultura de Futebol, tendo um papagaio como mascote.

Em 1987 a direção da emissora trouxe de Caratinga os radialistas Fernando França e Juarez Sales, até então funcionários de Erich Gade na Rádio Caratinga, para estruturar o novo campeonato. Em novembro daquele ano, Gilberto Freire Filho sofreu um trágico acidente com a família, que o obrigou a afastar-se temporariamente da rádio. Com a saúde debilitada, em 1992 Gilberto Freire Filho vendeu parte de sua sociedade a Erich Gade e Roberto Rian. Naqueles anos a Copa Cultura não era pessoa jurídica e somente em 1997 foi constituída. Daquela data até domingo último, o filho do ex-radialista, Gilberto Freire Neto, vinha tentando junto à Coordenação da competição obter o justo reconhecimento, o que ocorreu somente neste domingo, com o fim da 31º edição do campeonato. O presidente da Coordenação Renan reconheceu o ex-radialista como um dos fundadores do maior campeonato da cidade.

Na oportunidade ele instituiu também o troféu que leva o nome do “novo” fundador, premiando as torcidas vitoriosas da competição, tanto na primeira quanto na segunda divisão.

Renan Augusto Pedrosa – presidente da Coordenação da Copa Cultura.

Palavra do Presidente

“Na competição da Copa Cultura deste ano tentamos inovar. Era promessa minha, se presidente fosse, que uma de minhas primeiras ações seria a respeito da premiação. A Copa sempre mereceu uma premiação que fosse personalizada da própria competição, Nos anos anteriores, sendo campeão nos dois últimos torneios os atletas sempre receberam a tradicional medalha simples de ‘Honra ao Mérito’. Esse anos graças a Deus pudemos fazer uma medalha personalizada, onde atletas daqui a 20, 30 ou 50 anos, poderão mostrar para seus filhos e netos sua medalha de campeão ou vice-campeão de 2018, tanto na primeira quanto na segunda divisão. Os troféus também foram muito bem feitos, personalizados pela primeira vez na Copa Cultura. Essa é uma promessa minha que tive condições de cumprir. Tenho outras promessas, como a que teríamos segurança no estádio e que o torcedor poderia ir com segurança e tranquilidade, e graças a Deus conseguimos cumprir. O troféu Eimar Santos, em homenagem a um dos fundadores da Copa Cultura, juntamente com o troféu Gilberto Freire Filho, foi dado às torcidas campeãs. Lembrando que o troféu do Gilberto foi para as torcidas de primeira e segunda divisão, onde também homenageamos um daqueles que foi idealizador da competição da Copa Cultura, como foi comprovado em matérias do Jornal Mensagem e de outros veículos da época. A tendência agora é homenagear também outros nomes que contribuíram para o crescimento da competição”, afirmou Renan Pedrosa.