Hospital de Misericórdia de Santos Dumont começa a sentir os efeitos pela falta de verbas do Estado

Em entrevista com o Provedor do HMSD, Sr. Ivan Gonçalves de Amorim, o mesmo se mostrou preocupado com o impacto que vem causando os não repasses firmados em convênios com o Estado. Referente ao convênio de 2017, faltam 3 parcelas que perfazem um total de 720 mil reais.

“No novo convênio (ProHosp/Gestão compartilhada) e que tem validade para 5 anos, somente foi pago a 1ª parcela referente a Dez de 2017. Estão em atraso os meses de Janeiro à Maio de 2018. Essas parcelas somadas perfazem um total de 1 milhão e duzentos mil reais.

Quanto a Rede Resposta (atendimento Urgência/Emergência), existe um passivo de 153 mil reais. Somadas todas as parcelas, o Estado hoje nos deve 2 milhões e 73 mil reais. Este valor representa 25% da nossa despesa e a cada mês vem se acumulando e trazendo dificuldades para saldarmos as dívidas correntes (Médicos, fornecedores e demais colaboradores).

O HMSD vive principalmente de repasses da União, Estado e Municípios. A União e o município de Santos Dumont vêm cumprindo mensalmente os seus repasses. Para manter as portas deste hospital abertas (Pronto Atendimento, Centro Cirúrgico e Internações), o hospital teve que lançar mão de empréstimos bancários – os quais já atingiram o nível máximo de endividamento -, o comprometimento dos médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, colaboradores e a paciência de fornecedores.

Temos intercedido diariamente com a Secretaria de Saúde do Estado, cujo secretário tem nos dado muito apoio e liberado parcelas conforme pode ser verificado no Portal de Transparência do Estado, porém o financeiro do Estado não aprova os pagamentos. Pedimos também o apoio dos deputados Cristiano e Reginaldo Lopes da base do governo estadual para intercederem em prol deste hospital.

Além disso, a Federassantas – Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais está mantendo contato com o Ministério Público do Estado visando o recebimento das verbas em atraso. Estamos tomando todas as providências cabíveis e contamos com a compreensão de todos, caso a situação venha se agravar ainda mais”, afirmou Ivan.

Hospital de Misericórdia de Santos Dumont
Provedor Ivan Gonçalves de Amorim