Lideranças de blocos discutem com o prefeito, condições para realização da festa de Momo

Calamidade financeira pode ser empecilho para realização do evento

Foi realizada no Palácio Alberto Santos Dumont, na tarde de segunda-feira, 28, a primeira reunião entre as lideranças de blocos e o prefeito municipal Carlos Alberto de Azevedo para discutir as condições da realização do Carnaval 2019. Os blocos, naturalmente, participaram da reunião buscando apoio financeiro para a realização da festividade.

Participaram da reunião, além do prefeito municipal Carlos Alberto de Azevedo – Betinho; o presidente da ABESS – Associação de Blocos e Escolas de Samba Sandumonense, Edmilson Inácio de Souza; os secretários municipais de Administração, de Meio Ambiente, Turismo, Esporte e Lazer, José Geraldo de Almeida e Fred Kingma; os carnavalescos Luan Guedes Rabelo, Marcelo Guerra, Suleimar e Sebastião Sabiá, todos com um objetivo comum que é a realização de eventos durante a festa de Momo.

Reivindicações

Em negociação anterior; Suleimar havia conversado com Inácio Barbosa, que juntos pensaram em uma estrutura para a festividade estimando um gasto de R$ 150 mil reais; enquanto Luan Guedes e Marcelo Guerra idealizaram um evento com despesas em torno de R$ 30 mil reais. Sabiá da Mantiqueira apenas solicitou um banheiro químico.

Argumento

Argumentando frente às reivindicações, o prefeito Betinho comentou a impossibilidade de investir no Carnaval 2019 diante do vigor do Decreto Nº 3.162, de 29 de Outubro de 2018, que atesta a “situação de calamidade financeira no município de Santos Dumont e contém outras providências”.

No presente decreto o município justifica sua aplicação “em decorrência do não repasse pelo Estado de Minas Gerais de recursos constitucionalmente devidos ao Município, em especial, aqueles referentes ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB, aqueles referentes à Saúde, bem como os pertinentes ao Imposto de Circulação de Mercadoria e Serviços – ICMS e demais verbas não repassadas e que estão provocando enormes dificuldades ao erário, inclusive para atendimento a compromissos básicos.

Proposta

Diante deste quadro, o prefeito afirmou às lideranças dos blocos que diante do decreto assinado por ele mesmo em outubro e que ainda está em pleno vigor, que não teria condições de contrair novos gastos. Mas diante da necessidade de fazer algo durante uma das mais importantes festividades nacional, o prefeito sugeriu que poderia sim ajudar com parte da infraestrutura, sobretudo com aquelas já licitadas, como trio elétrico, som, banheiros e barracas. Em um breve entrevista ao JM, o prefeito Betinho afirmou:

“O que ficou decidido nesta reunião, é que estou passando para a ABESS, o questionamento se vai ou não haver o Carnaval de rua? A Prefeitura pode participar com o que já foi licitado, em dinheiro nós não podermos ajudar. Não podemos investir nada agora, pois estamos em uma crise financeira. Os blocos vão conversar com o secretário de Turismo para ver o que a Prefeitura poderá fornecer para a ABESS, não é para A ou B, mas para a ABESS fazer o Carnaval de rua. Se precisarem de banheiro químico, tem licitado, o trio elétrico tem licitado, o som e as grades para colocar na rua temos também, menos o dinheiro, que não poderei repassar para a ABESS”, afirmou o prefeito.

Foi definida outra reunião a ser realizada na Secretaria de Meio Ambiente, Turismo, Esporte e Lazer, quando será discutido o formado da realização do Carnaval de rua.

Fotos: Gilberto Freire