Pré candidato ao governo do Estado, Márcio Lacerda visita Santos Dumont

Na tarde de sexta-feira, dia 08, a Câmara Municipal e o Hospital de Misericórdia receberam a visita do ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda, que é um dos nomes cogitados a entrar na sucessão ao governo do Estado.  O JM entrevistou do pré candidato que fez uma avaliação de seu governo a frente da Prefeitura de Belo Horizonte e também sobre o governo do Estado.

Em sua chagada à cidade Marcio Lacerda visitou a Fazenda Cabangu, onde pode conhecer um pouco da história dos laços da cidade com o inventor Alberto Santos Dumont.

Buscando conhecer a realidade dos municípios pode onde passa, Márcio Lacerda visitou o prefeito Carlos Alberto de Azevedo (Betinho) em seu gabinete no Palácio Alberto Santos Dumont, e oportunamente conheceu também o vice-prefeito Gerson Guedes Rabello, o prefeito de Oliveira Fortes Antônio Carlos de Oliveira, e o presidente da Câmara Municipal Dorival Marcos de Oliveira. O assessor especial da Câmara Renan Pedrosa e Vitor Valverde foram os organizadores da visita do pré candidato à cidade.

Entrevista:

JM – Como também sua passagem pela prefeitura de Belo Horizonte e a atual situação do governo do Estado?

Márcio Lacerda – “Cheguei à Prefeitura de Belo Horizonte em 2009, a eleição tinha ocorrido em 2008. Fui reeleito em 2012, e depois de uma longa experiência de vida, sendo 30 anos na iniciativa privada, sendo 2 anos e 6 meses em Brasília, como secretário executivo do Ministério da Integração Nacional, mais de 1 ano como  secretário de Desenvolvimento Econômico do Governo do Estado, e sempre atuando na política, principalmente através das entidades de classe empresariais, não só em Minas Gerais, mas em outros estados também. Tive também uma experiência política na juventude, na militância mais estudantil, e experiência de governar Belo Horizonte é um privilégio e uma honra muito grande para qualquer mineiro. Belo Horizonte teve a privilégio de ter bons prefeitos na sua história. Pegamos uma gestão digamos equilibrada, a Prefeitura estava em uma situação razoável, e o que nós inovamos foi fazer um planejamento de longo prazo, um planejamento estratégico para Belo Horizonte 2030. Com tecnologia moderna de planejamento com muita participação, 300 pessoas dentro da Prefeitura, 60 entidades da sociedade e milhares e milhares de pessoas em audiências públicas e pela internet, isso praticamente em 8 meses.

Isso nos deu uma base, uma segurança do trabalho em 8 anos o que nos permitiu avançar muito. Ao mesmo tempo, buscando fazer a gestão mais profissional com uma boa equipe e as indicações políticas foram aceitas com critérios técnicos, e uma gestão onde tinha rumo, onde cada pessoa sabia o que fazer. Por que qualquer atividade na cidade não tem uma secretaria que só faça a execução, pois ela depende de outras secretarias. Minha gestão foi compartilhada, tudo transparente, no planejamento e no acompanhamento também. Houve muita informação e muito debate na Câmara Municipal também. E ao final de 8 anos nos conseguimos boas realizações em todas as áreas”.

Estado

“È preciso em primeiro lugar reorganizar a administração para que ela seja mais eficiente, mais bem treinada, visando que esse processo de planejamento integrado dê um rumo para a administração. E ao mesmo tempo tendo clareza no que se quer fazer na questão da mobilidade, no transporte público, na educação, na geração de empregos, esporte, lazer e assistência social. Essas questões que envolvem a qualidade de vida da cidade. Neste momento estamos propondo diversos projetos de leis para serem debatidos com os deputados federais fazendo mudanças legais e constitucionais que facilite a vida dos municípios que estão sacrificados. Com menos recursos cada vez mais e isso não é justo, os municípios ficam com 10% ou 20% da arrecadação total do país, sendo que os estados e a União ficam com 80% dos impostos.

O governo federal e os estados estão em contingenciamento financeiro, isso é, estão quebrados. Os compromissos e as contas a pagar são muito maiores do que a receita. Isso já era um problema sério das últimas eleições, mas eu diria que o problema começou no segundo semestre de 2013, com o agravamento do estado. Você olhar os números e o déficit já vinha em final de 2013 e este governo atual assumiu em 2015, e o déficit vem crescendo muito rapidamente. O governo atual de Minas Gerais deveria ter feito algum ajuste e fez o contrário, aumentou a estrutura e contratou mais gente. Aparelhou politicamente o estado de uma forma absurda e nem sempre com pessoas qualificadas. O aparelhamento visou apenas em curto prazo as eleições do próximo ano. A gente sabe e temos informações que os recursos estão escassos e pretendemos usar estes recursos de forma mais eficiente”.

Visita ao Hospital

Depois da coletiva de imprensa, Marcio Lacerda foi até o Hospital de Misericórdia de Santos Dumont, onde conversou com o provedor Ivan Amorim e seus auxiliares, que durante uma breve reunião mostrou em gráficos a dinâmica financeira da instituição e as dificuldades vividas até então.

Deixando Santos Dumont, o pré candidato ao governo de Minas seguiu sua caminhada visitando outras cidade da Zona da Mata.

Fotos: Gilberto Freire