ABESS rejeita proposta do Executivo para realização do Carnaval 2018 – Jornal Mensagem

ABESS rejeita proposta do Executivo para realização do Carnaval 2018

Aconteceu na tarde de terça-feira, dia 07, o início das negociações entre a Prefeitura Municipal e a ABESS – Associação de Blocos e Escolas de Samba Sandumonenses visando a realização do Carnaval 2018. O secretário de Meio Ambiente, Turismo, Esporte e Lazer, Marcos Germano da Silva, presidiu a reunião, que desta vez trouxe novidades quanto à realização da Festa de Momo.

A reunião contou também com a presença de Melchisedec Garcia de Souza, do departamento Jurídico; de Deoclíedes dos Santos Pinto, do cerimonial; do representante da Secretaria de Administração, Antônio de Paiva Menezes; do presidente da ABESS, Edmilson Inácio da Silva, e dos diretores das escolas de samba Luiz Ricardo Higino, Elenice Vicentina da Silva e Edno Raimundo de Oliveira.

O secretário Marcos Germano informou que o prefeito Carlos Alberto de Azevedo (Betinho) deseja realizar a Festa de Momo, mas que por questões da baixa arrecadação, ele pretende manter como subvenção para as escolas o mesmo valor de 2017, R$ 20 mil reais, mas para isso quer que as escolas participantes deem uma contrapartida de R$ 5 mil reais, que seriam gastos com a contratação de pessoal. Para que viabilizem essa contrapartida o Executivo, como parceiro, sugere que as escolas promovam eventos como ruas do lazer, que seria uma forma de arrecadar novos fundos.

Executivo

O secretário Marcos Germano foi questionado por nossa reportagem, e comentou sobre o novo sistema para o Carnaval 2018:

“Nesta negociação com as escolas o nosso prefeito quer realmente fazer o Carnaval para o povo. Pois quer uma intimidade com o Carnaval, que é uma festa popular. Passamos a exigir das escolas de samba, o mesmo que fazemos para as compras da Prefeitura, que licite o material que é comprado para o Carnaval, que se faça a cotação de preços para que a licitação seja o mais rápido possível. As escolas de samba têm que comprar as fantasias, tem que ser feita a licitação na compra de qualquer aviamento ou qualquer tipo de material que vai ser gasto. A escola de samba tem que ter a contrapartida, a mão de obra que é contratada, ela tem que ter o dinheiro para pagar. A Prefeitura faz um tipo de patrocínio para ela, de R$ 20 mil reais que estamos propondo a elas, e dar a todas o direito de fazer o que? Festividades em 2018, para fazer o Carnaval de 2019. Damos a oportunidade a elas de fazerem em 2017 para fazer o carnaval de 2018, elas tem que fazer essa contrapartida exigida pelo prefeito de R$ 5 mil reais. Essa contrapartida vai ser feita na prestação de contas. Nos cofres públicos, quando você emprega uma verba, você tem que fazer com que ela seja toda ali, colocada em nota fiscal, tenha sido licitado, e tem que ser fechada logo após o Carnaval, as escolas tem uns 40 dias. Nós ainda definiremos o prazo para prestação de contas daquele dinheiro público que nos repassaremos. Somente isso. As escolas queriam um valor maior, o prefeito não quer, a situação do país hoje não permite, mas ele não quer deixar de fazer o Carnaval. Vamos chamar depois os blocos caricatos, vamos fazer uma proposta, e vamos fazer o Carnaval 2018.”, afirmou Marcos Germano.

ABESS

O presidente da ABESS, Edmilson Inácio da Silva, também fez um comentário sobre as exigências do prefeito para as escolas:

“Eu vejo como pontos positivos, há um bom tempo já era para nós estarmos enquadrados nas normas. O que está havendo agora é um reajuste com aquilo. E a crise de hoje em dia que estamos passando, não é nada de se assustar. Eu acho que nós devemos cumprir as normativas, e ela foi refeita em 2013, e o que o secretário Marcos Germano comentou ali, está mais do que certo. As escolas devem fazer sua parte, tem que ter sua contrapartida, tem que fazer suas cotações, e está na hora mesmo da gente se enquadrar. E vamos passar um carnaval com certeza bem tranqüilo, depois vamos fazer nossa prestação de contas”, disse Edmilson.

Reunião

Na mesma tarde, o presidente Edmilson reuniu-se novamente com sua diretoria para discutir o que foi conversado com o secretário Marcos Germano. Em consenso com sua diretoria, o presidente resolveu não acolher o valor determinando pelo prefeito, e tão pouco a questão de contrapartida dos R$ 5 mil reais por parte das escolas. Edmilson, durante um almoço no dia seguinte, afirmou à nossa reportagem que as escolas acharam que está muito em cima da hora para se exigir essa contrapartida pedida pelo Executivo, e ainda que o valor proposto pela ABESS de 40 mil reais foi rejeitado pelo prefeito, e que por menos de R$ 30 mil fica difícil trabalhar.

Segundo Marcos Germano afirmou no dia anterior, o repasse de uma parcela dos R$ 20 mil reais só será efetuado em janeiro de 2018, prazo ainda bastante distante, o que também não agradou os diretores das escolas de samba.

Embora tenha rejeitado a proposta, a ABESS espera a abertura de uma nova rodada de negociações, mas se nada for feito pelo prefeito, o Carnaval pode não ser realizado.

 

 

Fotos: Gilberto Freire