Reator e laboratório de geração de energia vão trazer desenvolvimento para o Brasil, diz Temer

Dois passos importantes para a saúde e a ciência brasileira foram dados na manhã desta sexta-feira (8), em Iperó (SP). Na cidade paulista, o presidente da República, Michel Temer, participou do lançamento da pedra fundamental do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB). O equipamento tornará o Brasil autossuficiente na produção de insumos para o tratamento de doenças como o câncer e deu início às operações do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (Labgene).

“Os dois belíssimos projetos que ora celebramos, o reator e o Labgene, elevam nosso patamar em ciência e tecnologia e promovem, na verdade, o desenvolvimento do Brasil”, resumiu o presidente.

Sob a responsabilidade do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (Mctic), o reator será construído em uma área do munícipio paulista de 2,04 milhões de m², cedida pela Marinha do Brasil e pelo Governo do Estado de São Paulo. Quando concluído, ele será capaz de produzir os radioisótopos utilizados, principalmente, no tratamento contra o câncer.

“Vamos produzir nós mesmos o material para o SUS a preços naturalmente mais baixos e tornando as terapias mais acessíveis e levar esperança para quem está doente e precisa de ajuda”, explicou Temer. Atualmente, o Brasil precisa importar esses elementos químicos.

Temer descerra placa alusiva ao lançamento da pedra fundamental do Reator Multipropósito Brasileiro

Para viabilizar o empreendimento, o presidente brasileiro assinou no fim do ano passado um acordo com o presidente argentino, Mauricio Macri. A parceria permitiu dar início ao projeto detalhado dos sistemas nucleares da futura construção do RMB. Além disso, o Governo do Brasil vai investir R$ 750 milhões até 2022 no projeto, sendo R$ 30 milhões já neste ano.

Submarino

O Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (Labgene), por sua vez, será o protótipo, em terra, da planta do primeiro submarino brasileiro com combustível nuclear. Além de demonstrar otimismo com a iniciativa, Temer afirmou que ela poderá trazer benefícios sociais. “Poderão ser concebidos nesse espaço desde processos para dessalinizar a água do mar até geradores de energia para atender às áreas mais remotas do País”, destacou.

Quando estiver em plena operação, o Labgene será composto de uma planta nuclear com 48 Megawatts de potência térmica, o suficiente para iluminar uma cidade de aproximadamente 20 mil habitantes.

Fonte: Planalto