Rede de apoio será criada para viabilizar reconstrução do Museu Nacional do Rio

O presidente da República, Michel Temer, em conversas com um grupo de entidades financeiras, empresas públicas e privadas, nesta segunda-feira (3), articulou a criação de uma rede de apoio econômico para viabilizar a reconstrução do Museu Nacional no Rio de Janeiro. Na noite desse domingo (2), um incêndio destruiu o acervo da mais antiga instituição histórica do País.

De acordo com nota emitida pelo governo, inicialmente a parceria deverá ser firmada entre a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Bradesco, Itaú, Santander, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Vale e Petrobras. Outros participantes poderão ser agregados durante a elaboração do projeto.

Os ministérios da Educação e da Cultura também estudam mecanismos para que as empresas se associem na reconstrução do edifício. Uma das primeiras alternativas é usar a Lei Rouanet para financiar a iniciativa.
Perda do acervo

Na noite de domingo, o presidente Michel Temer usou o Twitter para lamentar a perda do acervo. “Foram perdidos duzentos anos de trabalho, pesquisa e conhecimento. O valor para nossa história não se pode mensurar, pelos danos ao prédio que abrigou a família real durante o Império. É um dia triste para todos brasileiros”, ressaltou.

“Incalculável para o Brasil a perda do acervo do Museu Nacional. Foram perdidos 200 anos de trabalho, pesquisa e conhecimento. O valor p/ nossa história não se pode mensurar, pelos danos ao prédio que abrigou a família real durante o Império. É um dia triste para todos brasileiros”.
21:59 – 2 de set de 2018

O Museu pegou fogo na noite de domingo (2) – Foto: Agência Brasil

Fundado por Dom João VI em 1818, o prédio, situado na Quinta da Boa Vista, na capital fluminense, foi residência da família real entre 1822 e 1889, sede da primeira Assembleia Constituinte Republicana até 1889 e tornou-se museu em 1892. Em 1938, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O Museu, que é vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), reunia um acervo de mais de 20 milhões de itens dos mais variados temas, coleções de geologia, paleontologia, botânica, zoologia e arqueologia. A maior coleção de múmias egípcias das Américas também estava no local.

Fonte: Planalto.