SD sedia Fórum Regional de Economia Popular Solidária

Foi realizado na Escola Estadual Engenheiro Henrique Dumont (Polivalente), na manhã do último sábado (19), o Fórum Regional de Economia Popular Solidária da Zona da Mata. A realização do evento recebeu o apoio da ADESAN – Agência de Desenvolvimento de Santos Dumont e Micro Região, e da Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate às Drogas.

Envolvidos com a apresentação do evento estavam Juliana Macário – técnica e consultora da Intcoop; Mariana Costa Carvalho – coordenadora; e Luiz Antônio da Silva. Das autoridades que marcaram presença no evento compareceram o secretário de Administração José Geraldo de Almeida; o vereador Dorival Marcos de Oliveira; a servidora responsável pela Acervo Histórico Municipal Ana Maria; o presidente da Fundação Casa de Cabangu  Tomaz Castelo Branco; dentre outras autoridades.

Na oportunidade, nossa reportagem conversou com Luiz Papa, Juliana e Mariana à respeito do Fórum.

JM – Qual é a importância deste Fórum Regional para a Economia Solidária?

Luiz Papa – “Para nós do movimento de economia solidária, esse é um momento importante. Este Fórum é itinerante e a cada três meses é realizado em um município da Zona da Mata Mineira. E a economia solidária o que é? É uma estratégia de desenvolvimento sustentável e solidária, tem o foco principal na organização dos trabalhadores através de empreendimentos coletivos com o objetivo de melhorar a qualidade de vida através dos grupos associados, cooperativados ou até mesmo dos informais. Sempre com o objetivo também de combater o desemprego, e também de mostrar um novo modo de produzir, de um comércio justo e ético. E ela tem um papel fundamental na importância da relação das pessoas. Para nós a economia solidária é uma ferramenta importantíssima para os governos, a exemplo do que está acontecendo. Minas Gerais hoje corresponde por 15% do processo de economia solidária no Brasil”.

Juliana Macário

JM – Qual é a importância da economia solidária?

Juliana Macário – “Nós estamos aqui hoje reunidos neste Fórum Regional de Economia Popular Solidária da Zona da Mata, e vejo como de grande importância a solidariedade de reunir coletivos populares, principalmente associações e cooperativas com trabalhadores que não estão inseridos no mercado formal de trabalho, uma possibilidade distinta de trabalho e renda. Então são pequenos focos de resistência que possibilitam trabalho e renda de condições básicas para trabalhadores de Juiz de Fora e região da Zona da Mata Mineira”.

Mariana Carvalho

JM – Qual é a maior dificuldade enfrentada para as pessoas se inserirem no programa?

Mariana Costa Carvalho – “A maior dificuldade do trabalhador de forma geral é o apoio do poder público para as iniciativas. Quando estamos falado de trabalhadores que estão iniciando o processo coletivo de trabalho, muitos deles tem que entender que é um empreendimento. Como empreendimento eles necessitam de financiamento, assistência técnica, formação, assim como qualquer outra atividade. Mas tem um agravante, esses trabalhadores estão desempregados e tem uma renda muito abaixo do necessário para empreender. Então muitos deles não tem acesso a crédito, e nós temos um projeto da UFJF que é uma incubadora que faz essa assessoria e formação dos trabalhadores. Mas somos poucos, uma universidade para uma região inteira, um contingente de trabalhadores que agora está realmente em um processo de crise muito grande. Sem condições de conseguiu sua renda de forma efetiva”.

JM – Secretário, qual a importância deste Fórum, na opinião da Prefeitura?

José Geraldo – “Fico muito à vontade em dizer que o governo do senhor Betinho, Carlos Alberto de Azevedo, com nosso auxilio claro, está muito empenhado. Hoje temos um contingente de aproximadamente de 3 mil desempregados na cidade. O prefeito Betinho vê uma solução nessa economia solidária em investimentos mais na área da agricultura. Foi implantando recentemente a Feira Noturna, com produtos naturais de nossa região, que hoje está consagrada, é um sucesso. Recebemos na cidade o secretário de Estado da Agricultura, senhor Amarildo, e ele fez uma visita longa e nos contemplou com investimentos na apicultura. A Prefeitura já disponibilizou o local, a AAPIS está trabalhando incansavelmente para implantação da apicultura”.

Política de Estado

A Economia Popular Solidária existe formalmente em nível nacional desde 2003, à partir da criação da Secretaria Nacional de Economia Solidária. Em Minas Gerais, o Governo do Estado criou, em 2015, o Plano Estadual de Economia Popular Solidária. A partir de então essa atividade passou a contar com destinação específica de recursos, previstos no PPAG – Plano Plurianual de Ação Governamental.

Dados da Sedese apontam que cerca de 4,2 mil empreendedores têm participação direta no programa em Minas Gerais, totalizando 126 municípios e 849 empreendimentos.

Produtores interessados em participar do projeto devem ficar atentos às redes sociais do Governo de Minas Gerais e, também, à interlocução junto aos Fóruns Regionais. É necessário que o produtor participe de pelo menos três reuniões dos fóruns para entender o funcionamento da política pública antes de começar a participar das feiras.

Fotos: Gilberto Freire

Luiz Papa, Juliana Macario e Mariana Costa Carvalho
José Geraldo de Almeida – secretário de Administração
Tomas Castelo Branco, Eliza, Dorival Marcos, José Geraldo, Luiz Papa e Mariana Costa Carvalho