Sem decreto, ABESS não sabe como será o formato do Carnaval

Indecisão e insegurança predominam entre os carnavalescos

A reunião entre a ABESS, Secretaria de Turismo e representantes de blocos na tarde do dia 29, no Complexo Turístico, Gastronômico e Cultural da Praça da Estação, acabou em um impasse. Tudo por conta de um decreto não publicado pelo prefeito municipal. Segundo o presidente da ABESS – Edmilson Inácio de Souza, sem o decreto sobre o carnaval a entidade não sabe ainda o que fará para organizar o Carnaval de rua.

Com o vigor do decreto 3.162, de 29 de outubro de 2018, que institui a calamidade financeira, a Prefeitura mão poderá contrair mais despesas, o que basicamente impossibilita investimentos para a realização do Carnaval 2019.

Por outro lado, o prefeito municipal prometeu apoiar, mas ainda aguardando um parecer do procurador jurídico, Dr. Adalberto Dimas. Segundo o prefeito, o apoio viria na cessão de estrutura já licitada, como palco, trio elétrico e banheiros químicos.

No dia 29, um dia após a reunião com o prefeito, o presidente da ABESS, Edmilson comentou em reunião com os blocos, que em dezembro de 2018 tentou contato com o Executivo para começar as negociações sobre o Carnaval das escolas, mas não lhe deram a atenção. Agora, com pouco mais de 30 dias para a festa de Momo, ele teme não poder participar da realização do Carnaval de rua, pois está muito em cima. Questionou que ainda não houve uma publicação do decreto criando uma Comissão Organizadora e até mesmo outro decreto cancelando ou não as festividades.

Para ajustar o formato com os blocos, o secretário de Meio Ambiente, Turismo, Esporte e Lazer, Fred Kingma, comentou a decisão do prefeito, dizendo que:

“Respondendo a fala do Edmilson, eu estava conversando com o Waltinho para ver o que nós iríamos colocar neste decreto, colocar uma parte para liberar os blocos que queiram sair por vontade própria, não proibindo nada. Mas surgiu a proposta do Marcelo pedindo que estudássemos se pudesse haver um apoio aos blocos, e isso está sendo estudado. A principio tivemos uma conversa com o procurador, e ele também está preocupado quanto a isso. Oficialmente, com o vigor do decreto, a Prefeitura não vai realizar o Carnaval. A reunião que teve ontem foi outra, e caso os blocos queiram fazer o Carnaval de rua com a ABESS  se a Prefeitura poderia ceder um apoio. Isso está sendo estudado, e a gente vai ver. Oficialmente falando não terá Carnaval realizado pela Prefeitura”.

Cremoso

Daniela Xavier dirigente do “Bloco do Cremoso”, mostrou-se bastante preocupada, pois temia que a situação do ano passado se repetisse novamente. A decisão de fazer ou não, apoiar ou não o Carnaval de rua, sempre na última hora, prejudica a organização do evento. O Cremoso, segundo ela, tem nos dias de festa mais de 15 mil foliões, e acabo envolvendo toda sua família nas festividades.

Pijama

O representante do “Bloco do Pijama”, Marcelo Guerra, comentou que a não realização do Carnaval para a cidade seria uma catástrofe econômica, pois um mês de quatro semanas, em que uma semana sem Carnaval seria um prejuízo certo para o comércio. Alegou que caso não haja Carnaval, várias pessoas sairiam da cidade para pular a festa de momo em outro grande centro.

Ratatuia

Luan Guedes representado o “Bloco Ratatuia”, disse que pretendia utilizar o espaço do Complexo Turístico, Gastronômico e Cultural para promover um vento, mas diante de muita indecisão a subvenções, realização ou não do Carnaval de rua, preferiu transferir seu evento para o loteamento Belvedere no dia 16/02.

Miga Sua Loca

Cristal Faria, membro do bloco “Miga sua Loca – LGBT”, fez vários questionamentos quanto à liberação de recursos para a Festa de Réveillon 2019, onde foram gastos aproximadamente R$ 25 mil reais, ainda durante o vigor do decreto de calamidade financeira. Não sabendo o porquê de não se ter mesma boa vontade para o Carnaval.

Muito foi falado, as expectativas continuavam as mesmas, mas não houve uma resolução final. No dia seguinte (29), às 16 horas, foi realizada outra reunião, desta vez no Palácio Alberto Santos Dumont, entre o prefeito e seu secretariado. Ainda não há uma resolução oficial, mas é aguardado para qualquer momento um decreto norteando as ações do Executivo frente ao carnaval 2019.

Foto: Gilberto Freire