Vereador pede explicações sobre falta de repasses ao Museu Cabangu

Durante o ‘momento de indicações’ da Câmara Municipal, na reunião do dia 24 de setembro, o vereador Cláudio Almeida apresentou indicação de nº 31.071/2018, com a seguinte solicitação: “Que o Executivo informe qual o motivo do não repasse de verba para a Fundação Casa de Cabangu, pois é de conhecimento de todos que o Museu vem sofrendo com a falta de repasses e com isso corre o risco de fechar, trazendo um grande prejuízo à cidade devido aos vários visitantes que a Casa de Cabangu recebe”.

Vereador Cláudio Almeida pede explicações ao Executivo, pelos constantes atrasos dos repasses a Fundação Casa de Cabangu.

Dias após o trágico incidente com o Museu Nacional, ao ser abordado por nossa reportagem, no dia 07/09, o presidente da Fundação Casa de Cabangu, Tomás Castelo Branco, disse que o convênio havia sido assinado pela Fundação e a Prefeitura em maio deste ano, mas que apenas uma parcela do repasse foi realizada. Disse ainda que se a situação não mudasse seria obrigado a fechar o museu. Dias depois, por ainda não ter recebido os recursos prometidos, em uma postagem nas redes sociais Tomás anunciou a possibilidade do fechamento do museu. O impacto foi tão negativo que as cobranças têm incomodado as autoridades.

Museu Cabangu

Em esclarecimento à população o secretário de Administração José Geraldo de Almeida concedeu entrevista exclusiva ao JM, no dia 12/09, confirmando a parceria da Prefeitura Municipal com a Fundação Casa de Cabangu. O secretário declarou que o que a Prefeitura tem com a Fundação não é um convênio, tampouco uma subvenção, mas sim um “Termo de Colaboração”, não tendo a obrigatoriedade de repassar recursos, mas que o faz dentro da disponibilidade financeira do Executivo.

O secretário fez uma previsão de que estaria normalizando o repasse ainda dentro do mês de setembro.

Até o fechamento desta edição, a Fundação não havia recebido os valores dos repasses em atraso. Quanto à indicação do vereador Cláudio Almeida, a solicitação é feita com base na Lei Orgânica do Município e determina uma resposta escrita do Executivo em 15 dias, a contar da data do dia 24 passado.